Alejandro Sanz Opina Sobre a Crise na Espanha

 

Alejandro Sánchez Pizarro nasceu ao mundo da arte, e da música, como Alejandro Sanz. Por lado nenhum, se nota o êxito de sua vida, seus 15 prêmios Grammy Latino, nem suas vendas milionárias. É um “antidivo” por natureza.

Se sente muito afortunado, pois a  crise na qual  “mergulhou”  seu país,  Espanha, não o atingiu.

“Estou num momento que já tenho minha vida resolvida”, disse o espanhol, que iniciará sua turnê, no dia 12 de outubro no México.

Sem dúvida, sabe que com outros não aconteceu a mesma coisa, não tiveram a mesma sorte que ele, como seus companheiros de “alma” os músicos de música flamenca, eles tem um pequeno selo discográfico , e ali gravam suas músicas.

Em setembro, lançará seu CD, La música no se toca. O compôs em sua totalidade no México. Incluindo uma de sus canções que está dedicada ao México. Tem a participação de um escritor e poeta indigena Mardonio Carballo. O Cd virá, com um poema com algumas palavras em “Náhuatl” ( dialeto Azteca).

O ambiente é relaxado; como uma visita de amigos, o  intérprete de “No me compares” começa a falar de Lorca, de uma ópera mediocre sobre o poeta,  A poesía de Lorca. “Como pode ser tão ritmico, tão valente, essa direção da linguagem, me deixou novamente apaixonado”.

Reporter: “Já que você falou de Lorca, a crise profunda que vive a Espanha é histórica, como a Guerra Civil…”

Alejandro: “Não acredito que é a Espanha. São os bancos, os especuladores, mas logicamente quem vai pagar é a Espanha. E como acontece em todos os lugares, o povo quem paga.

Não é curioso que todo esse movimento dos “indignados” terminou com a eleição do PP, de Mariano Rajoy? 

São duas coisas diferentes. Espanha sempre funcionou a alternância dos partidos, se o PSOE não faz um bom trabalho, então o PP ganha votos.  Mas dentro do movimento dos indignados havia gente farta de corrupção, de promessas de politicos, dessa administração econômica, de que os bancos mandem mais que os governantes. Quando se é jovem você quer ir para rua, eu mesmo estive nas “revoltas estudantis” de Madrid, nos anos 80, somente  porque você é estudante. A metade de nós não sabe porque está ali. Acho que hoje em dia, essa “moda”  passou um pouco.

Como você se sintoniza, com a nova geração em termos musicais, como o Hip Hop, com a música eletrônica, como você se “mete” ali?

Eu não me meto em lado nenhum. Isso é uma coisa fundamental para você se estar em todos os lugares. A única coisa que eu faço é  boa música, nunca vou poder competir com um “reguetonero” ( Reggaeton é um ritmo latino).

E o que você fez com Calle 13 ? (grupo latino de  ReggaetonRap alternativo e Pop Latino de Porto Rico)

Isso é outra coisa. Não quis dizer que não podia tocar com eles. O tipo de música que eu faço, não é pra esse tipo de público. No meu último disco, trato de trazer todos os elementos sonoros, o contraste entre eu e a minha voz,  os “leads”  e os teclados dos anos 80, com a harmonia das canções , feitas por uma pessoa que tem formação clássica.

Fonte : Site El Universal

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