Em entrevista ao jornal Diário de Cádiz, Alejandro Sanz revela que está se preparando para um novo CD em 2018

 

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Em entrevista ao jornal Diário de Cádiz, Alejandro Sanz revela que está preparando novo CD para 2018 e fala sobre alguns momentos marcantes de sua vida, de sua família  e  de seus 20 anos de carreira.

 Desde que começou a sua carreira musical tudo tem sido sucesso para o gaditano que nasceu em Madrid, e neste 2017 que está finalizando, ele carrega o título de Persona del Ano en los Grammy Latino y artista del Año de los Ondas.

É estranho, diz, muito estranho. Ele se sente de Cádiz, faz parte de Cádiz, e ainda não passou uma longa temporada na cidade. Mas nessa terra onde não se carrega o DNA no bolso, mas é mantido na dobra da alma, nada é extraordinário para o filho de uma alcalaína e um algecireño, autor de Cai, um dos mais belos elogios direcionados à cidade mais cantada do planeta, que fez de Alejandro Sanz, a pessoa do ano na província para o Diário de Cádiz. ( Diário de Cádiz)

– Pessoa do ano do Grammy Latino, Artista de Ano de Las Ondas, Medalha de Ouro da Comunidade de Madrid. Que 2017 leva o seu nome é um fato. Qual é o melhor momento desse ano para você e qual a maior lição aprendida.

O melhor momento, provavelmente, foi o show do dia 24 de junho no estádio Vicente Calderón, foi um dos momentos de mais emoção, por todo o meu trabalho por detrás e por ver meus companheiros andando por ali, o público que veio de todas as localidades da Espanha e do mundo, gente que veio da América Latina, Estados Unidos, realmente foi uma noite inesquecível. E a maior lição que aprendi eu disse outro dia nas redes sociais, aprendi que nós temos duas vidas e a segunda só começa quando aprendemos que só temos uma. Tantos prêmios em um só ano que no próximo terei que pedir aos meus filhos que me deem algo. (risos)

 

– Foi nostálgico o aniversário de Más?

Más foi um disco místico, o álbum mais vendido da história da música da Espanha, o antes e depois em minha carreira. Naquele disco eu descobri que gosto de produzir, de me dedicar na produção de modo mais ativo, mas eu acredito que todos e cada um dos meus discos tem um significado importante, existe um porquê e um momento de ter existido. Más é o primeiro disco eu me mostrei e reivindiquei o meu lado mais flamenco, apesar que houve um executivo discográfico que me aconselhou para que não dissesse que gostava de flamenco que fizesse aulas de dicção, minha resposta a ele foi Corazón Partío. A nostalgia que esse disco sempre me traz é a energia. Na verdade, eu não o havia escutado muito nos últimos anos e me parece que ele sobreviveu muito bem ao tempo, tem uma carga emotiva muito grande e além de tudo me permitiu mostrar minha forma de cantar mais flamenca. No geral, não me entrego as nostalgias, acredito que viver no passado lhe faz adoecer, e no futuro sofrer de ansiedade, prefiro viver o presente, sempre pensando no que eu faço hoje irá me servir para que o aconteça amanhã, e continuar crescendo, é isso o que eu penso.

– O que resta de Alejandro desses 20 anos?

Há alguns buracos nos sapatos, alguns buracos nos bolsos, alguns sacos de sonhos, um saco de energia e o desejo, o mesmo desejo de vinte anos atrás.

 – O concerto do Calderón aconteceu do jeito que você esperava?

Para mim o concerto foi um descanso, realmente ensaiamos muito e trabalhamos muito duro nos ensaios e nos preâmbulos do concerto, e quando subi ao palco me senti como se finalmente estivesse descansando, passou voando. Já me apresentei duas vezes no Calderón, e nessas duas vezes aconteceu a mesma coisa, com se tivesse voado. Passei a noite toda tocando… A energia que havia ali era impressionante. Quem não esteve ali, ou não pode ver em DVD, não saberá do que estou falando, realmente a energia daquele lugar foi coisa de outro mundo.

Um dos momentos mais louvadas desse concerto foi a interpretação de “Cai” com Niña Pastori. Por favor, me conta a história dessa música, como foi trabalhada?

Esta música eu escrevi enquanto estava preparando El alma al aire e convidei Vicente Amigo porque eu queria que ele tocasse no disco Naquela época eu estava vivendo com Jaydy, minha ex-mulher, mãe de Manuela, na casa de Miguel Bosé, pois ainda não tínhamos casa em Madrid e a imprensa nos assediava por todos os lados e Miguel ofereceu para que ficássemos em sua casa; sua casa estava cheia de pessoas, pintores, artistas, músicos, poetas, sempre havia alguém fazendo alguma coisa, um tocava violino na esquina, outro pintava… A mim ofereceu o quarto de sua mãe, Lucía Bosé, que era um quarto de arlequim, muito romântico, rodeado por jardim, ao lado de um lago e ali eu coloquei um piano e compus todo El alma al aire e dentre elas comecei a escrever Cai, uma nostalgia, de tudo o que sentia por Cádiz que sempre foi muito importante, eu não nasci em Cádiz, nem passei longas temporadas de verão em Cádiz capital, mas desde que eu era uma criança, sentia um amor incrível, um sentimento único, não me pergunte porquê, eu sou de Cádiz mas nasci em Madrid, poderia ter nascido em outro lugar e continuaria me sentindo gaditano, é uma coisa muito estranha… E decidi explicar isso na música. Nesse mesmo instante chegou a Niña Pastori com Chaboli, seu marido, porque queriam que eu produzisse o seu disco e escrevesse algumas canções, e lhes mostrei Cai e disse: Vocês gostam dessa música? Porque se gostarem, continuo daqui e vocês gravam. E foi assim.

Já se passaram mais de 15 anos dessa música. Como você descreveria Cádiz agora? Faria diferente?

Para mim Cádiz continua sendo a Cádiz da arte, além do mais tem uma coisa que é inegável, Cádiz pode mudar como cidade, em infraestruturas, com certeza as pessoas que vivem ali merecem, acompanhada de uma boa gestão, pois é uma cidade linda, sedutora… Mais além disso Cádiz tem arte para exportar, ela é o berço da arte, é isso é assim que todos a reconhecem, aonde quer se vá. Sempre, não importa o que ocorra com Cádiz, encanta a todos, é um patrimônio que não deveríamos perder jamais. Eu sei que alguns gaditanos preferem ver o lado negativo ou a parte exigente, isso é ótimo, e faz parte de tudo o que é Cádiz. Mas, eu acredito que mais importante ter o superpoder de um provocar um sorriso, e Cádiz o tem.

– “Corazón Partío”, como você disse em uma entrevista, é uma frase que canta Camarón em uma bulería. Como sabe, em 2017 comemoramos o 25º aniversário de sua morte. Não sei se você pensou nessa coincidência dos dois fatos, eu gostaria que você falasse de quando descobriu o Príncipe do Flamenco.

Camarón é uma das  primeiras recordações flamencas que tenho de minha infância, o primeiro foi Paco de Lucía e eu tinha também dois discos de Paco Toronjo, mas Camarón é o primeiro que quando escutei, realmente me fez viajar… Até aquele momento o flamenco de Paco de Lucía, era exclusivo para mim. Eu gostava de outras coisas, meu pai colocava El Paquiro no carro, Lole y Manuel, eles me fascinavam, mas a voz de Camarón realmente transformou o flamenco, mudou a percepção do flamenco para sempre.

Você que foi o pregoneiro do Carnaval sabe que o Concurso de Grupos começa em breve. Você terá tempo para acompanhar alguma coisa? E, já contagiou algum amigo com essa nossa tradição?

Claro que sim, acompanho sempre, inclusive quando estou fora, sigo através das diversas webs que existe para conseguir ver, e digo que está muito bem em comparação com outros eventos, pois eu consegui acompanhar perfeitamente e além de tudo está muito acessível. Há várias opções para ver, para seguir, para rever, por grupos, eu acompanho todos os anos. E, claro que contagiei várias pessoas, há um amigo, Alonso Arreola, neto de Arreola, o poeta mexicano. Ele é poeta, indianista, músico, jornalista e amante de tudo o que tem a ver com arte e está muito apaixonado, conhece tudo sobre os carnavais. Realmente Raquel, minha mulher, levou no México no meu aniversário La Chirigota del Sheriff, os levou até ali para que eles cantassem porque sabia o quão nostálgico era para mim. Há letras que eu me divirto muito, mas particularmente eu choro com o Carnaval, acontece que quando abrem a boca e parte a minha alma.

Sei que está muito feio falar de trabalho durante as festas, mas, você está trabalhando em novas músicas? Pode revelar alguma notícia oficial?

Isso é muito feio, é? Falar de trabalho em época de festas não é bonito (risos). Pois bem, como percebi que você é uma boa pessoa, irei responder. Já estou trabalhando em algumas coisas, vou gravando algumas notas onde consigo organizar minhas ideias, na verdade já passei algumas coisas ao Alfonso Pérez, o pianista com quem trabalho, algumas coisas para que comecemos a passa-las a Prootools e podermos maneja-las. Não sei se que quero isso mesmo, nem sei se quero aumenta-las, fico dois anos e meio praticamente sem parar com as turnês, shows, Más es Más, o livro, o DVD, o documentário. Agora mesmo eu preciso desconectar um tempo, ir velejar, deixar que o vento me leve para a guerra e me dedique ao novo disco. Quero fazer algo belo, não me rendo, não me rendo…

–  Falando em festas, como é o Natal na casa de Alejandro Sanz?

Nos reunimos até que ele termine, neste ano éramos 80, toda minha família. Eu tenho uma pequena fazenda em Extremadura e para lá vai minha família, vem todos, desde Algeciras, Alcalá, Cádiz, Sevilla e nós ficamos cantando na cozinha, todo o tempo arredor da cozinha. Minha tia traz chocos com batatas, outra com os grãos-de-bico, tagarninas, você sabe… é assim que passamos. Muita música, muita risada. Se um primo vem com uma parceira nova, todas as piadas são para eles. É isso, planejamos ficarmos juntos.

O que você pede a 2018? Brinde conosco algum desejo para o ano novo, se você quiser.

Eu para os brindes e discurso sou um pouco Miss (risos) porque o que eu desejo primeiramente é que tenha Paz, que ninguém sofra, não tenha carências, que se curem das doenças, e que as crianças de todo o mundo não sofram. Que tenha Paz, além do mais, justiça, acredito que a justiça no geral é chave para todas as situações.

De nossa parte, temos um, show de Alejandro Sanz em Cádiz no novo ano. Você acha isso possível?

Eu sempre retornarei a Cádiz, isso é inegável. Na verdade, eu quero ir  na próxima turnê, espero que não aconteça nada como da última vez, mas quero voltar de qualquer maneira. Os concertos que eu fiz em Cádiz, todos, cada um, desde o primeiro no Teatro de Andalucía, foram incríveis, esse me parece ser um bom desejo.

 

Notícia traduzida de : http://www.diariodecadiz.es/provincia/quiero-cadiz-proxima-gira_0_1204680117.html

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